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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Top 100 - Lobão


Uma Odisséia ao Universo Paralelo é um disco ao vivo de Lobão em sua fase mais underground - pré MTV. Gravado em 2001, o disco é basicamente um rock´n roll viril. Muita guitarra e Lobão gritando bastante. Ouvidos pouco acostumados a um som mais pesado podem estranhar, mas quem aprecia o gênero encontra neste cd um resgate de um rock agressivo, rebelde e, ainda assim, com boas letras.
O disco traz releituras para antigos sucessos de Lobão como Me Chama, Decadence Avec Elegance, Radio Blá e Vida Bandida. Traz também "sucessos" de sua fase independente como Universo Paralelo e A Vida é Doce. É sem dúvida um resumo mais autêntico e mais condizente com o perfil do artista que o medíocre Acústico MTV. Para quem não conhece Lobão ou o disco, pode começar ouvindo Mano Caetano (uma crítica ácida ao famoso filho de Canô), Panamericana e Rádio Blá. Valem o disco. Valem também um lugar no meu Top 100.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Top 100 - Siba e Fuloresta do Samba

A trajetória que levou ao Fuloresta do Samba de Siba, ex-vocalista do Mestre Ambrósio, é assim definida pelo site http://www.musicadepernambuco.pe.gov.br/artista.php?idArtista=1 :
Um dos criadores do grupo Mestre Ambrósio, Siba Veloso empreendeu uma manobra ousada. Trocou a agitada São Paulo pela tranqüila Nazaré da Mata e passou a conviver com músicos como Biu Roque, Mané Roque, Cosme Antônio, Roberto Manoel, Dyogenes Santos, Galego, Zeca. Para tanto, teve que se despir de costumes aprendidos na universidade e imergir na cultura dos novos companheiros de grupo. 
Já o cliquemusic do UOL comenta o disco desta forma:
Em seu projeto solo, o vocalista/rabequista Siba radicaliza a proposta e cai dentro da mais primeva forma de samba rural. Samba este que guarda pouca semelhança com o partido alto que se ouve no Sudeste. Com apetite de arqueólogo, Siba convocou uma trinca (Biu Roque, Mané Roque e Manoel Martins) de cantores-percussionistas do interior de Pernambuco para formar o núcleo de sua fuloresta. Na pauta, não o samba tradicional, mas a música do imaginário popular da Zona da Mata - cirandas e maracatus.
Vale a pena conferir através do link: http://cliquemusic.uol.com.br/discos/ver/fuloresta-do-samba

sábado, 6 de novembro de 2010

Top 100 - Michael Jackson - Thirller

Tardo em mencionar em meu Top 100 alguns discos que obrigatoriamente devem ser incluídos em qualquer lista semelhante. São do tipo  "hors concours".Como meu parâmetro é mais ou menos extrair uma amostra respeitável dos melhores discos, não falar do óbvio distorceria tudo. Então, vamos a um clichê:  


Tão inevitável quanto citar Michael Jackson, é reconhecer a importância do álbum Thriller para sua carreira e para o pop mundial. Com ele o artista ultrapassou a barreira do fenômeno que foi na infância para se tornar um mito. É difícil entender como em um só álbum foram parar músicas como Billie Jean, Beat It e  Thriller. Cada um destes hits segurariam a venda de um disco inteiro.  Creio que foi a partir do clipe da faixa título que Michael começou a ter sua imagem associada a algo que vai além do excêntrico.  Dali até sua morte, a vida do cantor esteve envolta por mistérios polêmicas e o que houve de mais moderno e fantástico no show biz. Tudo isto fez dele um ícone tão forte que há uma infinidades de imagens que remetem ao artista de imediato.



Incluo neste post um vídeo de uma música cantada pelo jovem Michael muito antes dele pensar em lançar seu disco de maior sucesso. Assim homenageio a grandeza de sua carreira, me dou a impressão de fugir do lugar comum, e ainda registro no blog uma das melhores interpretações de uma música que gosto bastante. 


segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Top 100 - Secos & Molhados


Se minha lista de melhores discos tivesse a pretensão de ser original ou fugir do lugar comum, o álbum Secos & Molhados (1973) seria um dos primeiros a ser riscados. Por outro lado, qualquer lista que respeite a qualidade musical e a importância da obra para a cultura musical, especialmente a brasileira, deve trazer a indicação do grupo que revelou o talento de Ney Matogrosso. O álbum está calejado de figurar em listas famosas e jamais poderia ser esquecido por mim.
A banda Secos & Molhados foi genial, e o mérito disso não é só de seu integrante mais famoso. João Ricardo foi o principal compositor do grupo e idealizador de muitos conceitos da banda. Segundo conta Ney Matogrosso, foi a maquiagem do grupo que inspirou a criação da banda americana Kiss (embora haja muita controvérsia sobre isto*).
 É possível perceber influências diversas no disco, bem como este também influenciou muita gente. Difícil é rotular o estilo musical do grupo. O disco é alegre e triste, calmo e agitado. É belo e vibrante. Para quem não conhece, posso dizer que é um disco que flerta com a MPB, com o rock progressivo e com a música folclórica brasileira. Vale a pena ouvir e entender a autenticidade do que foi produzido pelo grupo. 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Top 100 - Geraldo Vandré

Geraldo Vandré é um nome quase de associação imediata aos versos de sua canção mais famosa  - Pra Não Dizer que Não Falei de Flores.  É provavelmente a maior canção de protesto da história da música brasileira.
É óbvio que a obra de Geraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísilo, homem por trás do mito Vandré, é muito maior que seus famosos versos de protesto. Do que chegou a ser muito popular pode-se destacar as músicas Aroeira e Disparada. O disco escolhido no meu Top 100 já teria espaço pela importância do artista e de sua obra-prima. Contudo, destaco que o disco tem outras músicas muito boas como Porta Estandarte, além de ser um belo exemplar do estilo único de cantar de Vandré.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Top 100 - Planet Hemp


O Planet Hemp ficou marcado pelos problemas com a justiça em razão de suas letras relacionadas à maconha. Se a polêmica serviu pra projetar a banda, fez com que ela ficasse estigmatizada. Para muitos o discurso da banda pareceu adolescente, marketing barato ou simplesmente demasiado repetitivo. Esta é uma redução injusta do grupo que foi liderado por Marcelo D2.  
O rock dos anos 80 adentrou os anos 90 muito ligado ao pop romântico. Bandas como Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, Capital Inicial, símbolos do "rock brasileiro", são exemplos de como o gênero ganhou espaço ao tempo em que perdeu a agressividade e contestação típicas do rock.  Já o Planet Hemp transbordava rebeldia e transgressão. Não só pelas letras ligadas às drogas e a crítica política, mas também pelos arranjos de suas músicas, sempre fortes, acelerados e vibrantes.   
É inegável o sucesso dos 5 discos da banda, dos quais quatro viraram discos de ouro. Por isso mesmo eu escolho o último álbum, a coletânea Ao Vivo MTV- Planet Hemp. O disco é um apanhado que resume bem a banda e, por ser gravado ao vivo, deixa clara a identificação com o rock a que me refiro. Sem dúvida, é um excelente disco para os que tem ouvidos abertos para um som mais pesado!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Top 100 - Tim Maia Racional


Muita gente boa e sem muita curiosidade sobre a obra de Tim Maia associa o cantor apenas a baladas que vaiaram hits  e músicas irreverentes como "Sossego". No imaginário das novas gerações Tim está mais ligado às imitações de comediantes que vivem a repetir seu vozeirão e reclamações sobre agudos, graves e retorno.
É verdade que Tim Maia se tornou mega popular em razão da quantidade incrível de hits que produziu. Para se ter uma idéia, seu primeiro LP já trazia as canções "Azul da cor do mar", "Coronel Antônio Bento", "Primavera" e "Eu Amo Você". Não é atoa que o "Síndico" deve ser um dos campeões de venda de coletâneas.
Para os mais atentos à sua obra, Tim Maia é muito maior do que o apresentado nas coletâneas. Considerado um dos introdutores da soul music no país, sua obra é repleta de músicas dançantes e de excelentes arranjos. É mais ligada a essa outra faceta a indicação do meu Top 100: A fase Racional.  
Na década de 1970 Tim Maia entrou em contato com a doutrina Cultura Racional, liderada por Manuel Jacinto Coelho. Lançou em 1975, os álbuns Tim Maia Racional, volumes 1 e 2 pelo selo Seroma (palavra "amores" ao contrário e abreviação do próprio nome "Sebastião Rodrigues Maia"). São considerados por muitos os melhores de Tim Maia,  pelo fato de que nesta época ele manteve-se afastado dos vícios, o que refletiu na qualidade de sua voz. Desiludido com a doutrina, o cantor, revoltado, tirou de circulação os álbuns que viraram item de colecionador.
Qualquer lista dos 100 melhores discos brasileiros (a minha lista é mais ampla) trará algum disco de Tim Maia. Se a lista quiser fugir do óbvio indicará a sua fase Racional. Aqui o disco entra por sua qualidade e por representar o inusitado. O cantor que teve a vida marcada pelos vícios mundanos pregando a virtude espiritual. Tomo os dois discos por um, e aponto como Top 100 a Fase Racional de Tim Maia. 

P.S.: Para quem não conhece a fase e quer ter uma amostra, recomendo procurar na internet a faixa Imunização Racional.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Top 100 - Marisa Monte

Marisa Monte será sempre lembrada como uma das melhores cantoras do país. Aos vinte anos foi descoberta por Nelson Motta e logo se tornou a principal cantora brasileira de sua geração. Apesar de ter grande sucesso comercial, Marisa Monte preserva a autenticidade de quem faz música sem estar escravizada pela necessidade de agradar público ou crítica. O disco Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão está no meu TOP 100 e também no da revista Rolling Stone Brasil. Apesar de ser apenas o segundo da cantora, o disco pode ser tomado como uma boa amostra de sua carreira. Nele Marisa canta músicas dos futuros parceiros de Tribalismo Arnaldo Antunes e Carlinhos Brow, canta o samba de Paulinho da Viola e conta com a participação da Velha Guarda da Portela. Sem dúvida é indispensável para qualquer lista de grandes discos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Top 100 - Refazenda


Gilberto Gil tem mais de 50 discos gravados. É e sempre será lembrado como um dos maiores artistas da música brasileira. Se não indico agora o melhor de seus discos, aponto um que com certeza levaria à prateleira do meu Top 100: Refazenda. É impressionante a força da canção Lamento Sertanejo ao traduzir o jeito cismado dos que migram do interior para as grandes cidades. O disco é todo muito bom e a referência a Gil já é tardia na minha humilde lista.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Top 100 Recapitulando

Sempre indico no blog discos que para mim fazem parte dos 100 melhores do mundo. São discos que gostaria de ter em uma prateleira da sala um dia. Obviamente subjetivo, meu critério é a qualidade musical, mas também a importância do disco para do artista ou gênero. Me considero bem criterioso, portanto, mesmo que não conheça ou não goste do artista, recomendo que o leitor do blog se dê uma chance de escutá-los. Até aqui já indiquei dez discos, que não são nem o topo nem a base da lista, uma vez que não pretendo trazer um rol hierarquizado. São eles:

1. Raul Seixas (poderia ser Gita, mas dele eu não consegui escolher um. Indiquei a música Novo Aon como símbolo do que Raul tem de muito bom e ainda pouco conhecido.)
2: Saltimbancos Trapalhões - Trilha sonora do filme do quarteto.
3: Transa - Caetano Veloso
4: Construção - Chico Buarque
5: Nada Como Um Dia Após o Outro Dia - Racionais Mc´s.
6: Da Lama ao Caos - Nação Zumbi
7: Fruto Proibido - Rita Lee e Banda Tutti Frutti
8: Em Ritmo de Aventura - Roberto Carlos
9: Samba Esquema Novo - Jorge Ben
10: Riding With the King - B.B. King e Eric Clapton

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Top 100 - B.B. King e Eric Clapton


Inauguro a ala estrangeira do meu quase xenófobo Top 100. Faço em grande estilo, com o melhor da música negra americana. Riding With the King reúne B.B. King e Eric Clapton, dois mitos do blues. É ouvir o disco e tomar uma bebida que logo você sentir emoção parecida com a de King na foto. Se descuidar acaba fazendo as mesmas caretas dele.

domingo, 25 de abril de 2010

Top 100 - Jorge Ben



"...Voxê passa e não me olha, mas eu olho pra voxê...."
Jorge Ben Jor é outra pedra no sapato de quem se propõe a escolher um disco de cada artista. Se eu quisesse fugir do óbvio indicaria o disco Ben (à direita). Como meu critério envolve também a importância da obra, fico com o primeiro disco do Zé Pretinho, Samba Esquema Novo (à esquerda). Talvez lá quando tiver falado de uns 70 ou 80 discos eu volte a indicar o próprio Ben ou outro disco de Jorge.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Top 100 - Roberto Carlos


Neste dia de tristeza para o rei (funeral de sua mãe), trago para minha lista um disco que sempre soube que citaria: Roberto Carlos Em Ritmo de Aventura. A foto da capa à direita é tamém uma imagem do filme homônimo ao disco de 1967.
Uma boa definição do que representa o cantor para o brasileiro é dada no blog Musica Em Prosa (link na coluna à direita). "Traduzindo" a definição dada por Afonso Romano de Sant´anna, o blogueiro afirma que Roberto Carlos agrada o lado sofisticado dos ouvidos ditos "populares" e o lado popular dos ouvidos ditos "sofisticados".
Falar de artistas com carreiras tão longas e consagradas é tarefa árdua e sempre injusta. A melhor fase do rei foi vivida na virada dos anos 60/70. O disco Roberto Carlos de 1966 traz pérolas como Eu Te Darei o Céu, Negro Gato, Namoradinha de Um Amigo Meu, Querem Acabar Comigo, Não Precisa Chorar. O Inimitável de 1968 é outra porrada! Traz músicas como Não Vou Deixar Você Tão Só, Se Você Pensa, Quase Fui Lhe Procurar, Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo, As Canções que Você Fez pra Mim e Ciúme de Você. Em 1971 outro disco com nome do cantor traz Detalhes, Todos Estão Surdos, Traumas, Amada Amante e Debaixo dos Caracóis de Seus Cabelos. O líder da jovem guarda estaria bem representado em qualquer destes LP´s.
O disco Em Ritmo de Aventura é para mim o melhor. É desses que escuto sem pular uma música. As canções mais famosas do álbum são Eu Sou Terrível, Como é grande Meu Amor por Você (esqueça a versão de Osvaldo Mote negro) e Por Isso Eu Corro Demais. Mas a faixa top do top é Você Não Serve Pra Mim. A bateria com batidas seca, aliás, todo o arranjo faz da música um rock um tom acima da comportada jovem guarda. Quase chego a bater cabeça...
P.S.: Quem não conhece ouça e preste atenção na letra de O Divã (Roberto Carlos 1972), disponível na rádio Uol. O rei expõe livremente lembranças como a descrever imagens. Algo totalmente diferente do resto de sua obra, com uma profundidade e beleza bem peculiar.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Top 100 - Fruto Proibido

Fruto Proibido da Rita Lee é mais um dos 100 discos que eu levaria pra ouvir no além. Os anos oitenta não fizeram muito bem para a eterna rainha do rock brasileiro. Ela que transbordou criatividade e transgressão musical com Os Mutantes, passou a fazer um som meio morno. Já com a banda Tutti Frutti em 1975 foi Rock´n Roll da melhor qualidade.
As guitarras sobressaem em Esse Tal Roque Enrow (de Paulo Coelho), Luz Del Fuego, Dançar Pra Não Dançar e Agora Só Falta Você. Dentre outras canções, o disco ainda conta com o sucesso Ovelha Negra e a faixa título que é um blues clássico. Vale a pena ouvir a roqueira em uma de suas melhores fases.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Top 100 - Da Lama ao Caos


(Chico Science por Baptisto)

O mangue beat talvez seja o maior movimento musical brasileiro desde o tropicalismo. Aliás, nos anos 90 a turma de Recife divulgou toda uma estética que vai além da música. Elegi "Da Lama ao Caos" do Chico Science & Nação Zumbi pela sua qualidade e importância. Recomendo também as bandas Mundo Livre S/A e Mestre Ambrósio. Vale a pena também ouvir Nação Zumbi comandada por Du Peixe no disco "Fome de Tudo" e nos demais.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Top 100 - Racionais MC´s

O que é, o que é? Clara e salgada,
cabe em um olho e pesa uma tonelada.
Tem sabor mar, pode ser discreta.
Inquilina da dor, morada predileta.
Na calada ela vem, refém da vingança,
irmã do desespero rival da esperança.
Pode ser causada por vermes e mundanas,
ou pelo espinho da flor cruel que você ama.
(...)
No momento, deixa eu caminhar contra o vento.
Do que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável?
O vento não, ele é suave, mas frio e implacável
(...)
Diz que homem não chora.
Tá bom, falou...não vai pro "grupo" irmão,
aí...Jesus chorou!
Quem quiser entender porque Racionais MC´s é o maior grupo de rap do país deve ouvir "Nada como um dia após o outro dia - Chora agora/Ri depois" (disponível na rádio Uol). Ouça a música acima, Jesus Chorou. Imperdível também são as músicas Negro Drama, Vida Loka 1 e 2. Mano Brow, líder do grupo, é um poeta tão bom quanto qualquer outro grande nome da música brasileira. O disco, em especial nas canções destacadas, é o tipo de obra que transcende o estilo. Ou seja, é bom até para os ouvidos não habituados ao rap.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Top 100 - Chico Buarque



Chico Buarque foi um dos alvos prediletos da censura militar. Pos isso aproveito a referência feita ao golpe no post abaixo para citar o disco Construção. Evidente que escolher um disco entre uma obra tão respeitada é uma decisão temerária. O disco traz além da faixa título, clássicos como Deus lhe Pague, Cotidiano e Minha História (Gesùmbambino). Só a música Acalanto serviria para afirmar que o disco é genial.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Top 100 - Caetano

Caetano Veloso tem um talento incontestável. Incontestável também é o fato de ele ser uma figura controversa. Possui uma carreira com mais de 40 anos, inúmeros discos e várias fases. Lembro que aos 12 anos (no comecinho dos anos 90) tinha um porta fita cassete, o avô dos estojos de cd. Nele tinha umas duas fitas de Raul e umas 10 de Caetano. Se bem que antes da internet Caetano era um dos mais acessíveis. Aos 14 eu já estava enjoado dos clássicos famosos e só gostava do lado B. Literalmente, pois o vinil era uma das fontes. Meu preferido era Estrangeiro, até ouvir o Transa. Psicodelia e regionalismo. Muito, muito bom. Tá "nas cabeça" de meu top 100. Recomendo!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Top 100 - Saltimbancos Trapalhões


Enquanto o mundo for mundo vão existir crianças. E todo filho deveria ouvir Saltimbancos Trapalhões! Eu salvaria a memória do quarteto em música da hecatombe nuclear. Top 100 pra eles.
PS. Na música "Pirueta" os trapalhões cantam com Chico Buarque. Mussum (que um primo avisou é mussuM ao contrário) praticamente não profere uma palavra sem "is" no final.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Toca Raul


Desde que criei o Blog quis postar algo sobre música. Minha vontade maior não é emitir opinião sobre gêneros ou cantores. A idéia é dizer "ouça isso que realmente vale a pena."

Sempre me refiro a alguns discos como merecedores de entrar na lista de top 100. É um conceito altamente subjetivo que inclui não só o quanto gosto da obra. Meu carimbo de top 100 inclui também a originalidade, importância para o estilo musical, influência em outros artistas e outras coisas. São discos para serem salvos da hecatombe nuclear! À medida que eu vá expondo meus favoritos talvez consiga transmitir melhor meus critérios.

E por onde começar? Pela importância simbólica do primeiro citado, escolhi Raul Seixas. Um brasileiro baiano e roqueiro. Ele conseguiu ter uma obra vigorosa, criativa, profunda e divertida.

De Raul não recomendo um disco (talvez Gita ou um coletânea dupla é que mereça escapar do apocalipse), mas uma música: Novo Aeon. Rock da melhor qualidade, sua letra parece uma profecia e uma ameça aos conservadores. O ritmo é crescente, quase conclamando à mudança. Só ouvindo pra entender. Transcrevo só os primeiros versos:


"O sol da noite agora está nascendo
Alguma coisa está acontecendo
Não dá no rádio
Nem está nas bancas de jornais
Em cada dia ou qualquer lugar
Um larga a fábrica, outro sai do lar
E até as mulheres, ditas escravas,
Já não querem servir mais"


Ouvia muito Raul já aos 10, 11 anos de idade. Aí desgracei a pensar na vida. A molecada querendo ouvir Trem da Alegria ou Guns N' Roses. Eu não, eu queria é ouvir tocar Raul.