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segunda-feira, 3 de maio de 2010

U-Boats - A matilha de Hitler

A História de uma guerra, pelo menos a versão predominante, é contada pelo vencedor. Foi assim com a Segunda Guerra Mundial. Qual a batalha decisiva, povo que sofreu mais e qual nação foi fundamental para a vitória? Dia D, judeus e EUA, é a resposta contada na maioria dos filmes. Stalingrado, russos e União Soviética, é a resposta mais aceita hoje pelos historiadores. Os EUA emergiram da Segunda Guerra como a maior potência do mundo e tinham a necessidade estratégica de fincar um aliado permanente no Oriente Médio criando Israel. Por outro lado, o mundo viveu quase meio século na Guerra Fria, tornando as análises do conflito tão díspares.
Sem me aprofundar nas distorções sobre a imagem do maior conflito do século passado, resolvi apontar a importância de uma arma de gurra: o submarino, ou o U-Boat.
U-Boat`s (Unterseeboot-"barco debaixo-de-água" em alemão literal) é o termo como ficaram conhecidos os submarinos da poderosa frota de Hitler. Também receberam o respeitável apelido de "lobos-do-mar".
A alcunha de lobo se deveu à forma de ataque dos submarinos alemães. Inicialmente eles atuavam de forma isolada, se aproximando furtivamente de navios inimigos e os atingindo antes de serem percebidos. Posteriormente, quando as esquadras aliadas passaram a ser escoltadas por contratorpedeiros, os "lobos" atuaram em duplas ou trios, com ataques rápidos e quase imediata dispersão.
Mais do que provocar baixas na marinha aliada, o uso estratégico dos U-Boat`s foi tentar isolar a Grã-Bretanha. Na fase crítica, a Inglaterra viu seu abastecimento comprometido, sendo isto tão danoso quanto os ataques aéreos a Londres e outras cidades. Depois da guerra Churchil chegou a declarar que temeu mais os submarinos que a Luftwaffe, Força Aérea alemã que castigou a Inglaterra com bombardeios.
Os U-Boat`s só puderam ser contidos pelo avanço tecnológico com aprimoramento de radares, sonares, cargas de profundidade (para defesa contra torpedos), além de avanços táticos nos comboios marítimos. A entrada do EUA na guerra também colocou o tráfego marítimo em uma escala superior à capacidade de destruição dos submarinos alemães. Foram ataques dos lobos-do-mar que justificaram a entrada do Brasil na guerra.

domingo, 2 de maio de 2010

Submarinos brasileiros

Começa a ser produzido o primeiro dos quatro submarionos Scorpéne, de tecnologia francesa, no dia 27 de maio. Deverá estar pronto em 2016. Outros três submarinos devem estar prontos em 2021. Todos produzidos aqui. Também foi adquirido da França um submarino nuclear que deve ser entregue em 2022.
Junto com a compra de novos caças para a força aérea, as aquisições da marinha colocarão nossa defesa em um novo patamar. A transferência de tecnologia que é exigida representa também imenso ganho para o país. O Brasil se insere com força no cenário internacional. Seu crescimento econômico estará um pouco melhor respaldado por suas Forças Armadas. As Guerras do Iraque e a pressão americana sobre o Irã e Venezuela dão a dimensão da necessidade de um país com grandes reservas de petróleo ter um poder militar respeitável.