Mostrando postagens com marcador favela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador favela. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O resgate dos morros cariocas

Santander inaugura agência no complexo do Alemão.
Sex, 208 de Maio 2010 21:00. O Santander inaugurou hoje a primeira agência bancária do Complexo do Alemão, comunidade com cerca de 150 mil pessoas, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro. A iniciativa é reflexo do compromisso do banco com a sustentabilidade - que contempla maior acesso à bancarização - e da parceria do Grupo Cultural AfroReggae, organização não-governamental que oferece atividades socioculturais para jovens moradores de áreas carentes. (Fonte: www.investimentosenoticias.com.br)
No Brasil a desigualdade social fere a liberdade de todos. O pobre é privado de passear entre as belas casas dos condomínios fechados, de ver as vitrines e a decoração dos shoppings mais luxuosos. O rico não pode jogar bola na quadra da periferia, não pode a tomar uma cerveja num boteco dentro de uma comunidade. Sempre haverá diferenças entre os que tem mais e menos dinheiro, mas no país isso já afeta a liberdade de ir e vir.
Durante muito tempo houve uma discussão se o problema das favelas deveria ser tratado com repressão policial ou com assistência social. A retórica de que as duas iniciativas deveriam ser simultâneas permeava os discursos políticos, mas jamais se obtivera resultados concretos no Brasil. O momento do Rio de Janeiro é uma esperança para os que acreditavam que o abismo entre pobres e ricos no país aumentaria. As UPPs (Uninades de Polícia Pacificadora) inspiradas em modelos bem sucedidos na Colômbia, junto ao o crescimento econômico e da renda dos mais pobres mudam a perspectiva das grandes cidades. Há no horizonte a possibilidade de redução da divisão entre morro e asfalto, favela e condomínio.

sexta-feira, 19 de março de 2010

- 10,4 Milhões nas Favelas

Segundo relatório da ONU, 227 milhões de pessoas deixaram as favelas na última década. O número total de favelados cresceu, entretanto, de 776,7 mi para 827,6 mi. As causas do aumento foram o êxodo rural e o crescimento populacional.

No Brasil, houve nos últimos dez anos uma redução de 16% de habitantes em favelas. A fatia da população nestas áreas caiu de 31,5% para 26,4%. A redução da taxa de natalidade, da migração campo/cidade e a adoção de políticas sociais colaboraram para o desempenho do país. A criação do Ministério das Cidades e a política de subsídios a materiais de construção(*) e terrenos também contribuiram para este progresso. (Fonte: BBC Brasil)

Confesso que não sei qual é a definição de favela para ONU. Cheguei a pensar que o problema da moradia, assim como tudo no Brasil, sempre pioraria. Sou de uma geração que cresceu nos anos 80 e 90. Anos magros em crescimento. Parece que na última década (ou sabe-se lá a partir de quando) encontramos trilhos melhores.

(*) Me lembro como fiquei otimista com os subsídios aos matériais de construção concedidos no início do governo Lula. Fala-se que problemas estruturais não se resolvem com uma canetada. Juntamente com a redução de impostos para produtos de informática, esta me pareceu uma canetada das mais certeiras de um governo.