quarta-feira, 10 de novembro de 2010
O Pecado Capital do PSDB/FHC
segunda-feira, 17 de maio de 2010
As novas pesquisas e o PSDB
domingo, 25 de abril de 2010
Crônica do Personagem Ciro 2
Aqui cabe um paralelo com a atual situação de Ciro. Ele tinha uma carreira ascendente no PSDB, chegando a ocupar o cargo de ministro do Real em 1994. Onde ele errou para não ser indicado a suceder FHC no lugar de Serra em 2002? Uma hipótese é que ele tenha tropeçado em seu próprio voluntarismo ao mudar de partido em 1996 para ser candidato contra o então presidente PSDBista. A hipótese mais provável ficou clara agora em 2010. Desde sua criação o PSDB só teve paulistas candidatos a presidente. Se um mineiro não rompeu esse paradigma, um cearense jamais o faria.
Hoje no PSB, Ciro quis repetir a fórmula fracassada de ganhar notoriedade em uma campanha e disputar com chances 4 anos mais tarde. Não teve a sagacidade política de Brizola. Este percebeu que para liderar o país precisava estar num centro político de maior visibilidade. Brizola saiu do Rio Grande do Sul para ser eleito governador do Rio de Janeiro (uma eleição marcada por uma tentativa de fraude apoiada pela Globo). Ciro podia ser candidato por São Paulo e, ainda que perdesse, se tornaria um político de maior envergadura. Deixou de atuar como um líder nacional para agir como apenas um político conhecido em todo país.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Crônica do personagem Ciro 1
Ciro vinha tendo um discurso forte, criticando a postura ética do PT e PSDB em suas alianças. Registrei que era fácil tecer esse tipo de crítica quando não se têm aliados. O fim da quase candidatura do cearense foi melancólico. A entrevista ao IG foi desastrosa, quase infantil. Inadmissível a um político experiente que almeja ser presidente. Ele já havia criticado também o PMDB e seu próprio PSB. Agora criticou Lula e resvalou em Dilma. A essa altura suas críticas o fazem parecer destemperado, ambicioso e despreparado.quarta-feira, 7 de abril de 2010
Eu vi o futuro...
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Lula X FHC
sexta-feira, 19 de março de 2010
- 10,4 Milhões nas Favelas
Segundo relatório da ONU, 227 milhões de pessoas deixaram as favelas na última década. O número total de favelados cresceu, entretanto, de 776,7 mi para 827,6 mi. As causas do aumento foram o êxodo rural e o crescimento populacional.
No Brasil, houve nos últimos dez anos uma redução de 16% de habitantes em favelas. A fatia da população nestas áreas caiu de 31,5% para 26,4%. A redução da taxa de natalidade, da migração campo/cidade e a adoção de políticas sociais colaboraram para o desempenho do país. A criação do Ministério das Cidades e a política de subsídios a materiais de construção(*) e terrenos também contribuiram para este progresso. (Fonte: BBC Brasil)
Confesso que não sei qual é a definição de favela para ONU. Cheguei a pensar que o problema da moradia, assim como tudo no Brasil, sempre pioraria. Sou de uma geração que cresceu nos anos 80 e 90. Anos magros em crescimento. Parece que na última década (ou sabe-se lá a partir de quando) encontramos trilhos melhores.
(*) Me lembro como fiquei otimista com os subsídios aos matériais de construção concedidos no início do governo Lula. Fala-se que problemas estruturais não se resolvem com uma canetada. Juntamente com a redução de impostos para produtos de informática, esta me pareceu uma canetada das mais certeiras de um governo.
quarta-feira, 17 de março de 2010
IBOPE - Nuvens que Vejo

Ciro, "O Grande"

Nós iríamos fazer o diálogo, a diplomacia. Fizemos uma lista daqueles nomes importantes da República e escalamos quem falaria com cada um. Bastos e [Antonio] Palocci ficaram escalados para conversar com o Fernando Henrique e com o Serra, e eu, com Geraldo Alckmin, Aécio Neves, Fernando Gabeira [PV-RJ], José Carlos Aleluia [DEM-BA] – esta era a estratégia de diplomacia.
E como infantaria, nós estimulamos um movimento para ocupar as ruas. O trabalho da diplomacia era dizer: ‘Daqui para trás: nós estamos vendo um componente golpista nisto, o presidente da República não será alcançado e nós não vamos tolerar isso’. Acabamos fazendo a manifestação na rua, só para mostrar que não estávamos blefando.
O Aécio entendeu. Passou não só a concordar, mas a agir para desarmar a bomba. Muitas vezes ele mandou um avião para me buscar em Brasília às 9h da manhã, mandava o avião para pegar fulano, ciclano e beltrano da CPI e íamos para o hangar lá em Belo Horizonte. Lá brigávamos muito, mas chegávamos a acordos avalizados pelo Aécio.
Ele nos ajudou a salvar o mandato do Lula. Invoco o testemunho de Gustavo Fruet [PSDB-PR] e Eduardo Paes [na época, PSDB-RJ]. O Aécio nos ajudou a desmontar a indústria da infâmia movida a partir do PSDB de São Paulo.
* No segundo mandato [de Lula], o PSDB deu ao Lula a crença de que, para governar, é preciso se alinhar – e com quem? O Brasil é tão medíocre nesta questão que são as mesmas pessoas – não são só os mesmo valores – que trabalham ao largo de qualquer moralidade. O Renan Calheiros [PMDB-AL], que foi ministro da Justiça do FHC, é lugar-tenente do Lula no Senado.
Eduardo Cunha [PMDB-RJ], que já conhecia como ligado ao esquema do PC Farias, é quem está dando as cartas aqui, com a delegação do Michel Temer [PMDB-SP], também ex-aliado do FHC. Eliseu Padilha, ex-ministro do FHC, é o presidente da Comissão de Justiça da Câmara. O Felipe Bornier [PHS-RJ] é presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle. É a seleção às avessas: quanto mais decência e qualificação têm as pessoas, mais distante estarão dos cargos importantes no parlamento.
* Não sou contra [alianças políticas amplas], eu vi debilidade do governo Sarney. Eu conheço a tradição federativa, a tradição multipartidária brasileira; eu reconheço que a aliança é necessária. A questão é: para quê? Se a aliança é só para conservar o poder e suas bases são o assalto à máquina pública, não faz sentido.