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sábado, 28 de agosto de 2010

Ibope - Agosto (Bahia/Brasil)

Nacional:

Dilma: 51%
Serra: 27%
Marina: 7%

Estadual:

Wagner: 49%
Souto: 18%
Geddel: 12%
Bassuma: 1%

Senador:
César: 35%
Lídice: 32%
Pinheiro: 29%
José Ronaldo: 9%
Edvaldo Brito: 7%
Aleluia: 6% 
Edson Duarte: 2%

sábado, 7 de agosto de 2010

IBOPE/Agosto - Bahia

Fonte: O Globo

Pesquisa Ibope, encomendada pela TV Bahia, afiliada da Rede Globo na Bahia, mostra o governador Jaques Wagner sendo reeleito no primeiro turno. Ele tem 46% das intenções de voto, seguido por Paulo Souto (DEM), com 19%, Geddel Vieira Lima, com 11%, e Carlos Nascimento (PSTU), com 1%.
Há duas semanas, pesquisa Datafolha mostrava o petista com 21 pontos de vantagem sobre Paulo Souto (DEM). O Ibope hoje dá 27 pontos de vantagem.
Para o Senado, o candidato à reeleição César Borges (PR) lidera com 38%. Em segundo lugar, empatados tecnicamente, estão a deputada federal Lídice da Mata (PSB), com 25%, e Walter Pinheiro (PT), com 23%. José Ronaldo (DEM) tem 10% e o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) 7%. Os indecisos são 48%.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Datafolha Bahia - Julho.

Estimulada:

Wagner 44%
Paulo Souto 23%
Geddel 13%

Espontânea:
Wagner 25%
Paulo Souto 7%
Geddel 5%

Rejeição:
Wagner 16%
Paulo Souto 29%
Geddel 18%

terça-feira, 25 de maio de 2010

Favoritismo além das pesquisas nacionais

O favoritismo de Dilma tem elementos claros exibidos nas pesquisas de opinião. A aprovação recorde de Lula, a liderança da ex-ministra nos últimos levantamentos, sua vantagem nas sondagens espontâneas, baixa rejeição e o fato que muitos ainda desconhecem que ela é a candidata do presidente pesam a seu favor. A PTista tem também a seu favor uma conjuntura de alianças estaduais que ainda não impactaram as sondagens nacionais.
Segundo as pesquisas atuais, candidatos governistas lideram na maioria dos estados, às vezes tendo outro governista em segundo lugar, como no Maranhão e Pará. Nos vinte e sete estados, há cerca de 40 governistas com chances de eleição contra aproximadamente 30 serristas.
Ainda pelas pesquisas atuais, o PSDB leva grande vantagem em São Paulo e no sul do país. Nestes levantamentos, Alkimin tem cerca de 51% contra 19% de Mercadante. Difícil crer que tamanha diferença seja mantida até a eleição. O bom tempo de TV e a eventual candidatura a vice de Suplicy podem melhorar o cenário paulista para Dilma. No Rio Grande do Sul, a Candidata do PSDB está em terceiro nas sondagens, atrás do PT e do PMDB que ainda pode vir a apoiar Dilma.
Em Minas, o candidato de Aécio tem apenas 17% contra 41% do dilmista Hélio Costa. É voz corrente que em Minas pode ser decidida a eleição. Não se deve apostar nisso. Apesar de o estado representar cerca de 10% do eleitorado, a conjuntura política é desfavorável à vitória na escala desejada por Serra. Com um disputa dura na eleição local, Aécio não poderá se dar ao luxo de bater de frente com o eleitor lulista. A eleição de Anastasia é crucial para o futuro político do ex-governador mineiro, mais até que a vitória dos tucanos no plano nacional. Aécio vai topar voto Dilmasia, Marinasia, Serrasia, Dilmécio...tudo menos sair como grande derrotado de 2010.
No Rio de Janeiro, Serra conta com meio palanque de Gabeira contra duas chapas pró-governo. A situação de dois palanques fortes para Dilma contra um para Serra não é exclusividade carioca e gaúcha. Deverá ocorrer no Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Bahia, dentre outros.
A verdade é que Lula tem três grandes trunfos para eleger sua candidata: Maranhão, Pernambuco e Bahia. Juntos estes estados têm aproximadamente 15,5% do eleitorado nacional. No Maranhão, Lago do PDT tem 46% contra 32% de Rosena Sarney, somando 78% para os dois dilmistas. Em Pernambuco o PSBista Eduardo Campos tem 53%contra 25 do Serrista Jarbas. Campos é um dos maiores favoritos em 2010. Jarbas vai para o sacrifício, sem muita estrutura ou perspectiva. Lula é quase um Deus no estado. Pernambuco cresceu nos últimos anos quase a ritmo chinês.
Na Bahia Dilma terá o apoio de Geddel do PMDB (com 10%) e do governador Wagner do PT (com 41%). Serra terá apenas os herdeiros do carlismo com o DEM de Paulo Souto (com 32%). Souto deve perder espaço com a ascensão de Geddel. Muitos prefeitos eleitos pelo DEM ou seus aliados se filiaram ao PMDB de olho nas verbas administradas pelo então ministro PMDBista. Vale dizer também que ACM Neto não passou do terceiro lugar na eleição da capital baiana. Assim, se Dilma obtiver na média 66% dos votos nestes três estados, terá uma Minas Gerais inteira de frente sobre Serra.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O Triângulo Baiano

A eleição na Bahia vai ser disputada por três pólos. A aliança PSDB/DEM com Paulo Souto, o PT e com Wagner e o PMDB concorrerá com Geddel. A disputa pode ser analisada na metáfora de um triângulo. Os lados representam os votos de cada candidato. A soma dos lados totaliza 100%, tendo em vista que votos não destinados aos três são desprezados neste raciocínio. É evidente que os candidatos podem crescer angariando indecisos, mas como quem vota em "A" deixa de votar em "B", os votos válidos no final são um único bolo a ser dividido principalmente entre os três.
Pesquisas recentes* apontam hoje o lado de Wagner com cerca de 54%, o de Souto 33% e o lado de Geddel tem 13% do triângulo. Apesar dos dois adversários fortes, Wagner desponta com chances de vencer no primeiro turno. Considero pouco provável a manutenção deste quadro. Muito embora as duas últimas eleições baianas tenham sido decididas no 1° turno, nem Souto em 2002, nem Wagner em 2006 superou a marca de 54% dos votos válidos. Ou seja, mesmo em eleições polarizadas apenas no DEM x PT não houve folga na disputa.
Em 2002, pouco estruturado, o PMDB obteve com Prisco Viana 4,2% dos votos válido. Já em 2006 a diferença de Wagner para Souto foi inferior a 10%. Isto demonstra que o PMDB foi decisivo para a eleição de Wagner. Se tivesse apoiado o DEM poderia inverter o resultado final. Agora com o PMDB robusto, a disputa deve ir para segundo turno.
O triângulo baiano deve mudar de forma de acordo com a rigidez ou flexibilidade de seus lados.
O lado de Wagner é o mais engessado. Seu percentual de intenção de votos reflete a aprovação do seu governo. O crescimento é relativamente mais difícil para o atual governador. É bastante conhecido e já está bem posicionado. Por outro lado, Wagner tem base sólida. Desde março de 2009 não apresentou menos de 36% nas pesquisas mais importantes. De lá pra cá sua aprovação melhorou com o arrefecimento da crise internacional e com o ganho de popularidade de Lula. O PTista vem apresentando cerca de 40% de voto espontâneo.
Geddel é o lado mais flexível. É o candidato com menor nível de conhecimento entre os eleitores, possui baixa rejeição e terá um bom tempo de TV. Contará ainda com o apoio significativo de prefeitos do estado. Tem potencial e deve crescer no decorrer da campanha. Entretanto, se a campanha assumir a polarização das anteriores, seu eleitor pode optar pelo voto útil em um dos outros concorrentes. Há, portanto, risco de esvaziamento da chapa PMDBista.
A candidatura de Paulo Souto não tem as deficiências das adversárias, mas também não tem as mesmas vantagens. Se Wagner larga como protagonista, Souto é seu natural antagonista. A possibilidade de crescimento deste é proporcional ao aumento da rejeição ao candidato do PT. Hoje a rejeição de Wagner é tão pequena quanto a de Geddel e menor que a do próprio candidato do ex-PFL. Ao soutismo não é viável propor um pós-Wagner (como Serra busca o pós-Lula), dada a presença do governador na disputa. Contudo, a herança carlista e o papel de principal foco de oposição nos últimos 4 anos devem garantir um piso ao democrata maior que 20%. Souto aparece com cerca de 25% nas pesquisas espontâneas e teve 43% na última eleição.
O confronto nacional também influenciará a disputa na Bahia. Em 2002 Lula teve 61% dos votos na Bahia, tendo alavancado a campanha do então pouco conhecido Wagner. A força do carlismo fez com que Souto freasse uma vitória maior de Lula como no restante do Nordeste. Já em 2006 a influência de Lula foi reconhecida pelo carlismo. Nos últimos dias de campanha de TV o DEM veiculou imagens de ACM com Lula defendendo o fundo de combate a pobreza.
Nesta eleição os reflexos do cenário nacional são novamente favoráveis a Wagner. Dilma já vem alcançando cerca de 15% de frente sobre Serra no Nordeste. A rejeição do tucano é de 28% na região contra 18% da ex-ministra. Nas espontâneas, o voto em Dilma, Lula e candidato do Lula somam cerca de 30% na Bahia contra cerca de 12% de Serra.
Se a imagem de Paulo Souto estiver associada a Serra, ele terá dificuldade de subtrair eleitores do lado de Wagner. Souto terá que se sobrepor a Geddel como candidato de oposição, mas deve contar que esse consiga tirar votos do PTista, se não sequer haverá segundo turno.
O dilema de Geddel não é mais fácil. Se fizer campanha confrontando Wagner tende a ganhar a simpatia de eleitores de Souto. Só que dividir eleitores da oposição não lhe interessa, uma vez que é necessário encolher o lado governista do triângulo. Porém, confrontar com Souto pode lhe tirar do segundo turno, pois pode acentuar o papel do democrata como antagonista.
Na síntese da rigidez dos lados tem-se, aproximadamente, Wagner com 35% e Souto com 20%. Há espaço para Geddel ir para o segundo turno, mas dificilmente se excluirá o PTista. Assim, a campanha na TV em algum momento assumirá o embate entre PMDB e DEM. O papel que Geddel aspira nesta eleição é de protagonista e não de coadjuvante. Se não puder ser eleito, é imprescindível para ele ser o maior nome de oposição nos próximos anos.
Este é o panorama da eleição na Bahia. Não há céu de brigadeiro pra ninguém, mas Jaques Wagner tem tudo para seguir com mais tranquilidade no primeiro turno.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Jogo do Mico

No Jogo do Mico existiam cartas de "x" pares de animais. Após embalharadas e ditribuidas entre os jogadores, cada um ia passando uma carta para o adversário. Quem conseguisse juntar os pares ia descartando as respectivas cartas. Perdia quem ficasse com o mico que não tinha um par. Assim tem parecido a política baiana.
Waldir era PMDB hoje PT. Nilo era PMDB hoje apóia Souto. César Borges era carlista, "namorou" Wágner e foi parar nas mãos de Geddel que já teve a primeira-dama de Salvador, hoje tendendo apoiar o PTista. Resta saber quem juntará o maior número de pares e quem ficará com o mico nas urnas.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Lula, Wagner e Geddel


Lula na terra do cacau

O presidente esteve hoje nos municípios de Itabuna e Ilhéus. Inaugurou o Gasene - Gasoduto da Integração Sudeste-Nordeste, anunciou que a duplicação da BR 415 estará assegurada pelo PAC 2, e lançou edital da Ferrovia Oeste-Leste. Ouviu queixas de policiais baianos e apelos de cacauicultores. Tudo dentro do esperado para esse tipo de evento.
Além da militância das comitivas políticas presentes, Lula sempre atrai um público de seus simpatizantes. No evento, o senador César Borges e o ministro Geddel foram vaiados. Vaias reprimidas taxativamente pelo presidente e pelo governador Wagner. No entanto, a defesa feita por Lula foi típica e reveladora.
O presidente recorreu a uma metáfora futebolística. Disse que antes e depois do jogo adversários não precisam ser hostilizados. O presidente emendou a defesa dos vaiados com elogios a Wagner. Deixou claro que todos ali eram seus aliados, mas que o governador, ex-sindicalista como ele, fazia um governo transformador como o seu. Não é o tipo de defesa que espera Geddel.
O PMDB exige de Lula tratamento idêntico ao que será dado ao PT na campanha. Tenho cá pra mim que a popularidade de Lula pesará muito para a reeleição do governador da Bahia. Mesmo que o ministro não queira. Mesmo que o presidente se cale na campanha. Na Bahia, Lula é a cara de Wagner.