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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pesquisas do Segundo Turno

Datafolha: Dilma 54%, Serra 46%
Ibope: Dilma 53, Serra 47%
Sensus: Dilma 52,3, Serra 47,7%
Vox Populi: Dilma 54,5%, Serra 45,5%


O eleitor do primeiro turno, em regra, já tem um plano B. Quem votou em Marina e nos demais candidatos já tinha em mente em quem votar no segundo turno. Assim, as primeiras pesquisas não mostram exatamente a evolução da intenção do eleitor, mas a reorganização política diante do novo quadro. 53% a 47%, este é mais ou menos o patamar de votos de cada candidato. O eleitor do segundo turno tende a ser menos flexível. A essa altura mudar de candidato parece um pouco como mudar de time. Isto não significa que a eleição está definida em favor de Dilma. Com uma margem tão estreita, fatores como a abstenção ou boca de urna podem ter um peso decisivo.
Se o QG do PT deve estar em alerta e o do PSDB animado, isso pode mudar com as próximas pesquisas. É como num jogo de futebol em que o time que perdia por 2 a 0 faz um gol no segundo tempo. O time que diminuiu a diferença passa a jogar mais animado, mas, se o jogo terminar assim, continuará saindo derrotado.

Voto consolidado.
As medições espontâneas, que indicam o eleitorado mais convicto, apontam Dilma com 45% e Serra com 40%. Assim, existe uma massa "fluida" de eleitores em torno de 15%. É difícil afirmar com precisão o que distingue esses eleitores dos demais. Pode ser que sejam menos interessados por política, seja pela baixa escolaridade, por mera apatia ou maior desilusão com o processo eleitoral. Sabe-se que entre os indecisos costuma haver um percentual maior de mulhers e de eleitores de baixa renda. Na falta de dados mais, é impossível dizer que este eleitor atue de forma diferente dos demais. Fica claro que entre os não convictos, Serra tem que ganhar na proporção de 2 para 1. É um grande desafio considerando os números do primeiro turno.   

sábado, 28 de agosto de 2010

Ibope - Agosto (Bahia/Brasil)

Nacional:

Dilma: 51%
Serra: 27%
Marina: 7%

Estadual:

Wagner: 49%
Souto: 18%
Geddel: 12%
Bassuma: 1%

Senador:
César: 35%
Lídice: 32%
Pinheiro: 29%
José Ronaldo: 9%
Edvaldo Brito: 7%
Aleluia: 6% 
Edson Duarte: 2%

sábado, 7 de agosto de 2010

IBOPE/Agosto - Bahia

Fonte: O Globo

Pesquisa Ibope, encomendada pela TV Bahia, afiliada da Rede Globo na Bahia, mostra o governador Jaques Wagner sendo reeleito no primeiro turno. Ele tem 46% das intenções de voto, seguido por Paulo Souto (DEM), com 19%, Geddel Vieira Lima, com 11%, e Carlos Nascimento (PSTU), com 1%.
Há duas semanas, pesquisa Datafolha mostrava o petista com 21 pontos de vantagem sobre Paulo Souto (DEM). O Ibope hoje dá 27 pontos de vantagem.
Para o Senado, o candidato à reeleição César Borges (PR) lidera com 38%. Em segundo lugar, empatados tecnicamente, estão a deputada federal Lídice da Mata (PSB), com 25%, e Walter Pinheiro (PT), com 23%. José Ronaldo (DEM) tem 10% e o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) 7%. Os indecisos são 48%.

domingo, 1 de agosto de 2010

Pesquisas - Julho

Na eleição americana que levou Obama à Casa Branca as pesquisas eleitorais se destacaram pela imprecisão. Houve distorção para todo lado. A história recente das pesquisas no Brasil atesta que a metodologia dos institutos permite uma aferição com alto grau de confiabilidade. Só a título de exemplo, é possível verificar que as pesquisas de boca-de-urna dificilmente divergem muito do resultado das urnas. 
O que comprometeu a credibilidade das pesquisas no Brasil foi a suspeita de uso político. Muitos institutos, dentre eles o Ibope, erraram nos últimos anos quase sempre contra candidatos de esquerda. O Ibope é ligado a rede Globo e muitos donos de afiliadas desta são filiados ao DEM ou PMDB. Atualmente o Datafolha tem sido questionado por divergir dos demais institutos e por sua ligação com a Folha de São Paulo. O jornal é acusado de ter uma cobertura parcial da campanha. A suspeita é, no mínimo, natural. Especialistas, entretanto, afirmam que o índice de acerto no Brasil é muito bom. Muito melhor que o índice americano.
Nos EUA uma prática de cobertura jornalística pouco científica se revelou eficaz. Muitos veículos passaram a divulgar a média das principais pesquisas de opinião. Tanto em relação às prévias quanto à eleição presidencial, a média das pesquisas se aproximou muito do resultado das urnas. Aplicando a mesma lógica às pesquisas brasileiras temos a seguinte evolução nas intenções de voto:


O gráfico acima é praticamente ajustável à margem de erro de todos os institutos. Há maior discrepância é com o Datafolha, segundo o qual Dilma ainda não pontuou acima de Serra. 
O Vox Populi apresenta um panorama mais coerente com a média destacada. Segundo este instituto, Dilma passou Serra e vem aumentando a vantagem de forma mais lenta do que se aproximara do tucano.
De um modo geral, o Ibope vem confirmando o Vox Populi na trajetória dos principais candidatos. Este foi o instituto que divulgou a pesquisa mais recente, apresentando Dilma com 39%, Serra com 34% e Marina com 7%.      
Estas informações revelam o seguinte:
1. Marina está há muito estagnada. Com pouco tempo de TV e pouca estrutura vai ter dificuldade em criar embaraços aos outros principais candidatos.
2. Dilma passou Serra em meados de maio e segue à frente. O empate técnico só se sustenta apenas no Datafolha.
3. Se a tendência de afastamento de Dilma e Serra se mantiver, há grandes chances de a eleição ser definida no primeiro turno. Considerando a popularidade de Lula, as notícias sobre as dificuldades na campanha de Serra e o maior tempo de TV da petista, este não é um mal palpite.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Datafolha Bahia - Julho.

Estimulada:

Wagner 44%
Paulo Souto 23%
Geddel 13%

Espontânea:
Wagner 25%
Paulo Souto 7%
Geddel 5%

Rejeição:
Wagner 16%
Paulo Souto 29%
Geddel 18%

terça-feira, 6 de julho de 2010

A sorte está lançada...

Hoje começou oficialmente a campanha eleitoral. O balanço da pré-campanha é extremamente satisfatório para o governo. Lula lançou Dilma com quase dois anos de antecedência ao anunciá-la como mãe do PAC. Muitos disseram que seria prematuro, que ela se tornaria alvo de críticas muito cedo. O certo é que  agora qualquer pesquisa aponta Dilma com mais de 35%.
Por outro lado, Lula enquadrou o PT, acabando com a intransigência do partido em não abrir mão de candidatura própria na maioria dos estados e arrastou para si o apoio do PMDB, considerado o fiel da balança do tempo de propaganda eleitoral gratuita na TV.  Dilma larga com ares de favorita, estando, inclusive, pontuando na liderança segundo algumas pesquisas.
Se quase tudo são flores no palanque PTista, uma variável não está exatamente onde eles esperavam - a intenção de votos em Serra permanece alta nas pesquisas eleitorais. O gráfico abaixo traz uma médias das intenções de voto nas principais pesquisas eleitorais entre novembro e dezembro do ano passado e junho deste ano:

   
Verifica-se claramente a ascensão constante de Dilma conforme o desejo governista. Entretanto, Serra ter perdido apenas 3% ante o crescimento de 17% da ex-ministra é um feito respeitável.
É possível questionar esta ou aquela pesquisa, mas é também possível extrair conclusões óbvias do apanhado de dados. É fato; Dilma cresceu mais do que desejava a oposição e Serra caiu menos que gostaria o governo.
Em parte o atual equilíbrio de forças é explicado pela própria polarização da campanha. Se existe aproximadamente 60% de eleitores que não estão escolhendo Dilma, Serra é praticamente a única opção restante, uma vez que os outros candidatos são pouco conhecidos. Da mesma forma, tendo o tucano cerca de 25% de rejeição, a governista é o maior pólo de atração deste eleitorado.
Olhando para trás, as pesquisa apontam para Serra uma perspectiva melhor do que em julho de 2002. Àquela altura ele tinha cerca de 20% contra aproximadamente 38% de Lula. Em 2006, com uma eleição também bastante polarizada, Alkimin tinha apenas uns 30% contra 45% de Lula. Logo, estar tecnicamente empatado e próximo dos 40% não é um cenário tão ruim para o PSDBista.
No balanço final da pré-campanha os números das pesquisas não são o grande problema de Serra. O desafio dele são as circunstâncias desfavoráveis, tais como menor tempo de televisão, menos palanques estaduais, aprovação recorde do governo e a economia indo bem. Em resumo, se o placar está praticamente igual, o time de Dilma ainda continua favorito. E o jogo está apenas no começo... 

domingo, 4 de julho de 2010

Pesquisas/Junho - Ibope e Datafolha

Datafolha - espontânea:

Serra 39%; Dilma 38%; Marina 10%

Ibope - espontânea;
Serra 39%; Dilma 39%, Marina 10%

As pesquisas referem-se a amostragens colhidas nos últimos dias do mês de junho, tendo sido divulgadas em 02 e 04 de julho.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ibope/Junho - Favoritismo

O detalhamento da pesquisa Ibope aponta um favoritismo ainda maior que a vantagem de 5% de Dilma sobre Serra. Segundo o Ibope, o maior percentual de eleitores que votaria em um candidato apoiado por Lula ( 67%) está no Nordeste. Entre os eleitores com renda até 1 salário mínimo, 62% votariam no candidato de Lula.
Justamente no Nordeste, 32% dos eleitores ainda não sabem que Dilma Rousseff é a candidata do presidente Lula. É o índice mais alto entre todas as regiões. Entre os eleitores com renda de até 1 salário mínimo, 39% não sabem que Dilma é a candidata governista.
À esta altura da corrida presidencial as pesquisas não tem muita utilidade. As alianças regionais e coligações estão praticamente todas fechadas. Uma das poucas constatações trazidas pela sondagem é mais uma frustração PSDBista. A visibilidade obtida por Serra nos programas eleitorais de TV em junho não reverteram a tendência de crescimento de Dilma e queda de Serra vista nos últimos meses.
Cada vez mais parece que a Lula basta informar a todo eleitorado que Dilma é sua candidata, estando este já convencido do mérito do governo no bom momento do país. As pesquisas até agora não ratificaram nenhuma linha de argumentação da oposição. A campanha oficial está próxima de começar e o PSDB está ficando encurralado.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ibope - Junho

Estimulada:

Dilma - 40%
Serra - 35%
Marina - 9%

A pesquisa anterior apontava empate entre Serra e Dilma em 37%, tendo Marina 9%. Nesta pesquisa a rejeição de Dilma é de 23%, de Serra 30% e de Marina 29%. A margem de erro é de 2 p.p., indicando que a vantagem da PTista supera a faixa de empate técnico.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Pesquisa - IBOPE, Junho

Estimulada
Serra 37%, Dilma37%, Marina 9%

Em relação à pesquisa anterior, Dilma subiu cinco pontos percentuais, e Serra caiu três.
O empate persiste na simulação de um eventual segundo turno: 42% para o tucano, 42% para a PTista. Na pesquisa Ibope de abril, o placar era de 46% a 37%.

A pesquisa Ibope não traz nenhuma novidade. Confirma a tendência de subida de Dilma e queda de Serra registrada em outras pesquisas. Os dados secundários confirmam o favoritismo da PTista, indicando essa com maior votação espontânea e ainda sendo menos conhecida que o adversário.
O único dado relevante desta pesquisa é que ela foi a primeira elaborada após a aparição de Dilma e Serra  nos horários gratuitos reservados aos partidos. Este tipo de espaço é disponibilizado por Lei para que partidos divulguem suas ideias e, em tese, não se destinam à propaganda eleitoral. Mas o fato é que Dilma usou o espaço do PT e Serra o do DEM como prévia da propaganda eleitoral que irá ao ar no período eleitoral.
Serra terá a seu dispor ainda em junho os programas do PPS e PSDB. A campanha serrista aposta que esses programas o farão voltar à dianteira das pesquisas. A julgar pelo resultado do Ibope, as aparições televisivas não tiveram tanta influência sobre a curva das sondagens pré-eleitorais. Pior, se existir realmente nexo entre essas aparições e o resultado das pesquisas, pode-se concluir que o discurso de Dilma convenceu mais do que o de Serra. É cada vez mais difícil o caminho do PSDBista. 

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A implosão de uma candidatura

Começam a sair dados de novas pesquisas. Encomendadas por partidos, elas, por enquanto, referem-se ao cenário em alguns estados. O Ibope aponta que em Minas Gerais Dilma já tem 42% contra 34% de Serra. O Sensus aponta 35,9% a 34,9% a favor da petista (6,9% para Marina). Nas contas do tucano seria preciso uma grande vitória em Minas para derrotar Dilma.
No Rio de Janeiro o Ibope aponta 46% para Dilma e 21% para Serra. Desta forma, a tese da vitória de Serra no Sul-sudeste para se opor a força de Lula no Norte-nordeste se esvazia.
Dizem que sentar na cadeira de governante antes da eleição dá azar. Uma alusão uma foto tirada por FHC na cadeira de prefeito de São Paulo na véspera da eleição de 1985. Jânio Quadros venceu aquela eleição e a foto de FHC, tirada para ilustrar sua esperada vitória, estampou as páginas dos jornais no dia seguinte à sua derrota, entrando para o folclore político. Entretanto, "assumir" a presidência antecipadamente não é mau negócio para Dilma.
À medida que Dilma vai consolidando seu favoritismo, sua capacidade de angariar apoios vai aumentando. O PMDB pendia para Serra no Rio Grande do Sul e no Paraná e Santa Catarina. Mesmo na Bahia chegou a flertar com o DEM e o PSDB. Ocorre que se opor agora a candidata começa a soar como se opor à presidente, ou seja, ficar de fora da divisão do bolo de cargos e verbas do governo nos próximos 4 anos. Uma ameaça mortal para os tão fisiológicos PMDBistas que hoje já pendem fortemente para a PTista.
O problema na composição da chapa de Serra é emblemático. Ninguém quer deixar de se eleger para qualquer cargo legislativo para ser derrotado na inexpressiva candidatura a vice. Com isso a campanha serrista vai se mostrando mais fraca e perdendo apoio, num ciclo amargo para o ex-governador de São Paulo. Certamente a saída para o impasse tucano será a escolha de alguém sem pretensões políticas, como algum empresário, ou um político com poucas chances na disputa ao senado ou câmara federal e que não deseje retroceder à candidatura de deputado estadual. O DEM baiano tem alguns nomes assim. Assim seguirá Serra, pagando o preço de ter assumido o papel de se opor ao fenômeno de popularidade Lula da Silva.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Favoritismo além das pesquisas nacionais

O favoritismo de Dilma tem elementos claros exibidos nas pesquisas de opinião. A aprovação recorde de Lula, a liderança da ex-ministra nos últimos levantamentos, sua vantagem nas sondagens espontâneas, baixa rejeição e o fato que muitos ainda desconhecem que ela é a candidata do presidente pesam a seu favor. A PTista tem também a seu favor uma conjuntura de alianças estaduais que ainda não impactaram as sondagens nacionais.
Segundo as pesquisas atuais, candidatos governistas lideram na maioria dos estados, às vezes tendo outro governista em segundo lugar, como no Maranhão e Pará. Nos vinte e sete estados, há cerca de 40 governistas com chances de eleição contra aproximadamente 30 serristas.
Ainda pelas pesquisas atuais, o PSDB leva grande vantagem em São Paulo e no sul do país. Nestes levantamentos, Alkimin tem cerca de 51% contra 19% de Mercadante. Difícil crer que tamanha diferença seja mantida até a eleição. O bom tempo de TV e a eventual candidatura a vice de Suplicy podem melhorar o cenário paulista para Dilma. No Rio Grande do Sul, a Candidata do PSDB está em terceiro nas sondagens, atrás do PT e do PMDB que ainda pode vir a apoiar Dilma.
Em Minas, o candidato de Aécio tem apenas 17% contra 41% do dilmista Hélio Costa. É voz corrente que em Minas pode ser decidida a eleição. Não se deve apostar nisso. Apesar de o estado representar cerca de 10% do eleitorado, a conjuntura política é desfavorável à vitória na escala desejada por Serra. Com um disputa dura na eleição local, Aécio não poderá se dar ao luxo de bater de frente com o eleitor lulista. A eleição de Anastasia é crucial para o futuro político do ex-governador mineiro, mais até que a vitória dos tucanos no plano nacional. Aécio vai topar voto Dilmasia, Marinasia, Serrasia, Dilmécio...tudo menos sair como grande derrotado de 2010.
No Rio de Janeiro, Serra conta com meio palanque de Gabeira contra duas chapas pró-governo. A situação de dois palanques fortes para Dilma contra um para Serra não é exclusividade carioca e gaúcha. Deverá ocorrer no Maranhão, Pará, Rio Grande do Norte, Bahia, dentre outros.
A verdade é que Lula tem três grandes trunfos para eleger sua candidata: Maranhão, Pernambuco e Bahia. Juntos estes estados têm aproximadamente 15,5% do eleitorado nacional. No Maranhão, Lago do PDT tem 46% contra 32% de Rosena Sarney, somando 78% para os dois dilmistas. Em Pernambuco o PSBista Eduardo Campos tem 53%contra 25 do Serrista Jarbas. Campos é um dos maiores favoritos em 2010. Jarbas vai para o sacrifício, sem muita estrutura ou perspectiva. Lula é quase um Deus no estado. Pernambuco cresceu nos últimos anos quase a ritmo chinês.
Na Bahia Dilma terá o apoio de Geddel do PMDB (com 10%) e do governador Wagner do PT (com 41%). Serra terá apenas os herdeiros do carlismo com o DEM de Paulo Souto (com 32%). Souto deve perder espaço com a ascensão de Geddel. Muitos prefeitos eleitos pelo DEM ou seus aliados se filiaram ao PMDB de olho nas verbas administradas pelo então ministro PMDBista. Vale dizer também que ACM Neto não passou do terceiro lugar na eleição da capital baiana. Assim, se Dilma obtiver na média 66% dos votos nestes três estados, terá uma Minas Gerais inteira de frente sobre Serra.

sábado, 22 de maio de 2010

Datafolha Maio


Dilma 37%, Serra 37%, Marina 12%
Segundo turno: Dilma 46%, Serra 45%

Pesquisa de anterior (abril): Dilma 30%, Serra 42%, Marina 12%

Discrepância: É difícil comentar dados de pesquisas brigando com seus números. Os maiores institutos de pesquisa apontam um mesmo padrão, com Dilma crescendo rapidamente desde o fim do ano passado e Serra caindo gradativamente. O próprio Datafolha indicava esta tendência, indicando que entre dezembro e fevereiro, no cenário sem Ciro, a diferença entre Serra e Dilma caíra de 14 para 7 pontos. Ocorre que o instituto que fizera com mais de 65 dias de intervalo aquelas duas pesquisas, resolveu divulgar duas novas em cerca de 20 dias entre o fim de março e o início de abril. Nesta pesquisas, Serra teria invertido a tendência e alcançado a diferença de 12% sobre Dilma. Nenhum outro instituto confirmou esta tendência. Agora, o Datafolha apresenta o empate entre o tucano e a PTista. O Datafolha credita à propaganda do PT a façanha de, em um mês, inverter a suposta tendência anterior e fazer Dilma atingir um patamar inédito. O Instituto sai extremamente desgastado ante o público mais atento, arranhando a imagem da própria Folha de São Paulo que apoiou a discrepância de sua pesquisa com ataques a aferições concorrentes.

Análise: O saldo das pesquisas de maio é de empate técnico entre os candidatos com firme tendência de subida de Dilma e queda de Serra. Marina pode comemorar um patamar respeitável em face do seu desconhecimento pelo eleitor e pouca estrutura de campanha. Na média, a verde ostenta cerca de 10%. As sondagens espontâneas são largamente favoráveis à candidata governista e isso começa a se traduzir no aumento da rejeição de Serra. Para este, pior que os números é a constatação de que seu discurso não está funcionando, afinal, pesquisa não faz previsão, faz diagnóstico.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vox Populi - Bahia

Wagner: 41%
Paulo Souto: 32%
Geddel: 8%

As novas pesquisas e o PSDB

As primeiras pesquisas divulgadas em maio (Vox e Sensus) são recheadas de más notícias para o PSDB. Além de mostrar que Dilma assumiu a liderança, existem uma série de dados ruins para os tucanos. Dilma continua crescendo, já superando 35%. Serra oscila pouco, mas confirma certa tendência de queda quando olhamos o fim do ano passado. Os votos espontâneos consolidam o favoritismo governista, já que Dilma e Lula pontuam com cerda de 30% contra 15% de Serra. A Rejeição de Serra supera a de Dilma (28,4% X 29,5% na Sensus e 15% X 20% na Vox Populi). E esses são apenas os dados mais aparentes.
A pesquisa da Vox indica que Serra é conhecido por 76% dos eleitores e Dilma por apenas 56%. (Marina por apenas 33%). 4% ainda acham que Serra é o candidato de Lula e 1% pensam que é Marina. 33% dizem que só votarão no candidato de Lula e 30% dizem que podem votar no indicado pelo presidente.
A Sensus aponta que 55,4% disseram que não votariam "de jeito nenhum" no candidato de FHC, enquanto 60,8% dizem que votam com certeza ou poderiam votar no candidato de Lula. A aprovação de Lula é de 83,7%. FHC tinha 29,5% de aprovação em maio de 2002, ano em que seu candidato (o mesmo Serra) teve 23,2% de votos no primeiro turno e quase 39% no segundo. Logo, é gritante a margem para crescimento de Dilma neste cenário.
O que fará o PSDB diante destes números? De imediato tentará desqualificá-los e se apoiar em outras pesquisas. Ocorre que os números podem ser diferentes, porém o Ibope tem confirmado a tendência de Dilma assumir a liderança da corrida presidencial. O Datafolha não poderá sozinho contrapor as demais pesquisas, além de também ratificar que há mais espaço para crescimento da PTista. Brigar com os números pode ser uma necessidade retórica, mas não muda o panorama.
Serra, muito cedo e antes mesmo do início da campanha oficial, está ficando num beco sem saída. Mais uma vez precisa de um novo fato político para permanecer viável aos olhos de seus aliados. Na última vez, conseguiu fôlego com seu lançamento turbinado por pesquisas questionadas e um Aécio vibrante. Ensaiou um fortalecimento de suas alianças que não vingaram na prática. Àécio como vice volta a despontar como tábua de salvação dos tucanos. A essa altura as próprias pesquisas põem em xeque essa possibilidade. Dilma cresceu em Minas Gerais possivelmente em face do ressentimento ao tratamento dado ao neto de Tancredo pelo PSDB. Assumir a candidatura a vice pode ser inútil ou mesmo nocivo para o próprio Aécio. O ninho tucano deve estar fervilhando de análises e questionamentos.

Pesquisa Sensus - Maio


Estimulada;

Dilma: 35,7%
Serra: 33,2%
Marina: 7,3%

Espontânea: Dilma: 19,8%; Serra 14,4%; Lula 9,7%; Marina 2,7%
Margem de erro de 2,2 p.p.

domingo, 16 de maio de 2010

Vox Populi - Maio


Espontânea: Dilma 19% (16%); Serra 15% (12%); Lula 10% (16%)

Estimulada por região:

Sudeste: Dilma 35% (27%); Serra 34% (43%)
Nordeste: Dilma 44% (44%); Serra 29% (30%)
Norte: Dilma 41% (33%); Serra 32% (39%)
Centro-Oeste: Dilma 33% (34%); Serra 44% (31%)
Sul: Dilma 30% (34%); Serra 44% (38%)

Rejeição: Dilma 15% (15%); Serra 20% (18%); Marina 21% (17%)

( ) números da pesquisa de abril.

sábado, 15 de maio de 2010

Pesquisa - Vox Populi maio/2010

Estimulada:

Dilma 38%
Serra 35%
Marina 8%

Segundo turno: Dilma 40%, Serra 38%
(Margem de erro 2,2 p.p.)

Pesquisa anterior (03/04/2010):

Serra 38%
Dilma 33%
Marina 7%

Segundo turno (jan 2010): Serra 46%, Dilma 35%

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pesquisa Ibope - abril 2010

Nova pesquisa Ibope. Serra 36%, Dilma 29%. Variação dentro da margem de erro da pesquisa anterior (35% a 30%).
Serristas dirão que a pesquisa confirma tendência apontada pelo Datafolha de inversão da curva de aproximação dos candidatos. Dilmistas dirão que a variação é uma manipulação para atender a campanha adversária. Ainda segundo a pesquisa Ciro e Marina empatam em 8%
Minha opinião: Jogue o Ibope no lixo. Como variou na margem de erro, poderia apresentar 34% a 31%, confirmando as demais pesquisas e desmentindo o Datafolha. Há um patrulhamento grande na internet de nos partidos sobre as pesquisas. Se estivéssemos em um jogo de dominó o Ibope teria batido na mesa e dito "passo", sem deixar de dar um tapinha nas costas do parceiro da Folha e dizer "estou com você".

sábado, 17 de abril de 2010

Datafolha - Abril 2

Sem Ciro: Serra 42%, Dilma 30%, Marina 12%, Zé Maria (PSTU) 1%

Segundo Turno: Serra 50%, Dilma 40%

Espontânea: Dilma 13%, Serra 12%, Lula, 7%, candidato de Lula 3%

Rejeição: Ciro 27%, Serra 24%, Dilma 24%, Marina 10%*


Outros números: 14% indicam que com certeza votarão no candidato de Lula, mas não sabem quem é Dilma; 54% não escolheu ainda seu candidato; 73% é a aprovação do governo de Lula. 2% é a margem de erro.
* Qual será o papel de Marina na eleição? Sem Ciro na disputa ela pode amealhar cerca de até 20% apenas surfando na rejeição dos dois principais candidatos. E quem ela apoiaria no segundo turno? Ciro pode estar mais certo do que julgam os petistas quando diz que sua candidatura é estratégica.