terça-feira, 6 de julho de 2010

A sorte está lançada...

Hoje começou oficialmente a campanha eleitoral. O balanço da pré-campanha é extremamente satisfatório para o governo. Lula lançou Dilma com quase dois anos de antecedência ao anunciá-la como mãe do PAC. Muitos disseram que seria prematuro, que ela se tornaria alvo de críticas muito cedo. O certo é que  agora qualquer pesquisa aponta Dilma com mais de 35%.
Por outro lado, Lula enquadrou o PT, acabando com a intransigência do partido em não abrir mão de candidatura própria na maioria dos estados e arrastou para si o apoio do PMDB, considerado o fiel da balança do tempo de propaganda eleitoral gratuita na TV.  Dilma larga com ares de favorita, estando, inclusive, pontuando na liderança segundo algumas pesquisas.
Se quase tudo são flores no palanque PTista, uma variável não está exatamente onde eles esperavam - a intenção de votos em Serra permanece alta nas pesquisas eleitorais. O gráfico abaixo traz uma médias das intenções de voto nas principais pesquisas eleitorais entre novembro e dezembro do ano passado e junho deste ano:

   
Verifica-se claramente a ascensão constante de Dilma conforme o desejo governista. Entretanto, Serra ter perdido apenas 3% ante o crescimento de 17% da ex-ministra é um feito respeitável.
É possível questionar esta ou aquela pesquisa, mas é também possível extrair conclusões óbvias do apanhado de dados. É fato; Dilma cresceu mais do que desejava a oposição e Serra caiu menos que gostaria o governo.
Em parte o atual equilíbrio de forças é explicado pela própria polarização da campanha. Se existe aproximadamente 60% de eleitores que não estão escolhendo Dilma, Serra é praticamente a única opção restante, uma vez que os outros candidatos são pouco conhecidos. Da mesma forma, tendo o tucano cerca de 25% de rejeição, a governista é o maior pólo de atração deste eleitorado.
Olhando para trás, as pesquisa apontam para Serra uma perspectiva melhor do que em julho de 2002. Àquela altura ele tinha cerca de 20% contra aproximadamente 38% de Lula. Em 2006, com uma eleição também bastante polarizada, Alkimin tinha apenas uns 30% contra 45% de Lula. Logo, estar tecnicamente empatado e próximo dos 40% não é um cenário tão ruim para o PSDBista.
No balanço final da pré-campanha os números das pesquisas não são o grande problema de Serra. O desafio dele são as circunstâncias desfavoráveis, tais como menor tempo de televisão, menos palanques estaduais, aprovação recorde do governo e a economia indo bem. Em resumo, se o placar está praticamente igual, o time de Dilma ainda continua favorito. E o jogo está apenas no começo... 

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